Todos os guias de opções e contratos futuros
Estrutura do contrato e fluxo de caixa9 min de leitura

Futuros vs. contratos a termo: diferenças principais

Compare futuros e contratos a termo por meio de padronização, compensação, ajuste diário a mercado, margem, liquidação e riscos para quem faz hedge ou negocia

Preparado por Mark · Fontes principais abaixo

Resposta direta

Futuros e contratos a termo fixam preços, mas diferem em caixa e crédito. Futuros são padronizados, negociados em bolsa e ajustados diariamente. Contratos a termo são bilaterais, com garantias e liquidação definidas pelas partes.

A forma do contrato muda a exposição

Um contrato futuro define uma unidade padronizada, um processo de entrega ou liquidação, um vencimento listado e regras da bolsa. O participante escolhe entre os contratos disponíveis, sem negociar cada condição econômica.

O mercado organizado de futuros também separa as funções da bolsa, da câmara de compensação e da corretora.

Essa estrutura não determina qual instituição carrega uma conta específica.

Um contrato a termo pode ser ajustado para uma data, quantidade, qualidade, local ou convenção de liquidação. Essa flexibilidade pode atender uma necessidade operacional.

Ela também torna o contrato menos intercambiável e dependente da relação bilateral.

O rótulo do contrato não diz se a posição é prudente. É preciso verificar se quantidade, preço de referência, vencimento, liquidação e termos jurídicos compensam de fato a exposição que se pretende administrar.

O ajuste diário muda o momento do caixa

Futuros usam um preço de ajuste da bolsa para calcular ganhos e perdas todos os dias. Uma conta em perda pode ter de aportar margem de variação antes do vencimento, enquanto a conta em ganho recebe o valor correspondente.

Esse fluxo diário pode tornar um hedge correto do ponto de vista econômico, mas exigente para a operação. Um produtor vendido em futuros pode precisar de liquidez antes de vender seu estoque físico, se o futuro se mover contra ele.

Contratos a termo também podem ter chamadas de garantia, sobretudo com acordo de suporte de crédito.

Seus limites, avaliações e regras de encerramento nascem do contrato bilateral. Eles não seguem um processo único de ajuste da bolsa.

A compensação reduz um risco, sem eliminar os demais

A compensação central e a margem procuram administrar o risco de cumprimento da contraparte nos futuros compensados. Elas não eliminam risco de mercado, liquidez, base ou descasamento entre o hedge e a operação física final.

Em um contrato a termo bilateral, crédito da contraparte, divergências sobre garantias e regras de encerramento importam junto com o movimento de mercado. Um futuro listado também pode ser pouco líquido em vencimentos distantes.

A compensação é um mecanismo de controle de risco, não uma garantia de saída em preço favorável. Uma especificação de contrato pode ainda não combinar com a exposição do negócio.

Liquidação e entrega dependem do contrato

Alguns futuros e contratos a termo são liquidados em dinheiro; outros permitem ou exigem entrega física. O nome do contrato não define pagamento final, local de entrega, último dia de negociação, aviso ou limite de posição.

Leia a especificação antes de manter uma posição perto do vencimento. Índices de ações, juros, energia, agricultura, moedas e metais podem ter caminhos operacionais muito diferentes.

O mesmo vale para uma confirmação de contrato a termo. Verifique taxa ou preço de referência, data de fixação, data de pagamento, moeda de liquidação e o tratamento previsto para uma ruptura de mercado.

Compare o hedge como um sistema completo de caixa

Comece pela data e pela quantidade da exposição. Depois compare vencimento, referência de preço, comportamento da base, capacidade de margem, liquidez e forma de encerramento.

Registre preço futuro, referência à vista ou física, multiplicador, mudanças nas garantias e quantidade restante.

Valor do tick e multiplicador transformam uma oscilação cotada em efeito de caixa.

Margem e alavancagem em futuros explicam por que esse planejamento continua necessário. Um custo cotado menor pode ser anulado por necessidade de financiamento ou por um hedge mal ajustado.

Por exemplo, se um contrato representa 100 unidades físicas e a exposição é de 250 unidades, dois contratos cobrem apenas 200. As 50 unidades restantes continuam expostas antes mesmo de considerar base, prazo e entrega.

Antes de escolher a estrutura de hedge, confira:

  • data e quantidade da exposição a compensar
  • referência de preço, vencimento e forma de liquidação
  • capacidade de margem, liquidez e regras de encerramento

Perguntas frequentes

Futuros são mais seguros do que contratos a termo?

Futuros normalmente usam compensação central e margem diária, o que muda a exposição à contraparte. Risco de mercado, liquidez, base e operação continuam existindo. Portanto, não há uma conclusão universal de que são mais seguros.

O lucro em futuros só chega no vencimento?

Não. Futuros costumam ser ajustados a mercado diariamente, de modo que ganhos e perdas são liquidados conforme o processo da bolsa antes do vencimento final.

Um contrato a termo pode exigir margem?

Sim. Um contrato a termo bilateral pode exigir garantias conforme sua documentação. As regras, limites, avaliação e momento de aporte não precisam coincidir com os de um futuro negociado em bolsa.

Fontes e leituras adicionais

Guias relacionados